Brasil recebe US$ 21,7 milhões para iniciar a redução dos HFCs

Em 1º de julho de 2026, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento anunciou a aprovação de US$ 21,7 milhões para a primeira etapa do Plano de Implementação da Emenda de Kigali no Brasil.

A primeira parcela, de US$ 6,51 milhões, deve ser liberada ainda em 2026.

O plano apoiará:

  • conversão de fabricantes de refrigeração comercial para refrigerantes de menor GWP;
  • aumento da eficiência energética dos equipamentos;
  • capacitação no setor de ar-condicionado automotivo;
  • projetos para redução de vazamentos;
  • demonstrações de tecnologias alternativas;
  • treinamento e fortalecimento técnico do setor.

A meta dessa primeira etapa é levar o consumo brasileiro de HFCs a 12% abaixo da linha de base até 2032.

O que isso significa na prática

Isso não representa proibição imediata de R134a, R410A, R404A ou outros HFCs.

Significa que o programa brasileiro saiu da fase predominantemente institucional e entrou numa fase com dinheiro, projetos, conversão industrial e treinamento.

A tendência é que os primeiros efeitos apareçam em:

  • equipamentos novos de refrigeração comercial;
  • fabricantes participantes dos projetos;
  • capacitação para R290, CO₂ e outros refrigerantes de baixo GWP;
  • exigências maiores sobre vazamentos, recuperação e manutenção;
  • desenvolvimento de normas e procedimentos de segurança.

Para distribuidores, a base instalada continuará demandando fluidos tradicionais por muitos anos. O mercado de reposição não desaparece da noite para o dia.

Grau de impacto para o Brasil: muito alto.


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