Data centers são instalações que armazenam e processam grandes volumes de informações.
Serviços como bancos, aplicativos, inteligência artificial, redes sociais, sistemas empresariais e armazenamento em nuvem dependem dessas estruturas funcionando 24 horas por dia.
Dentro de um data center existem milhares de servidores. Esses equipamentos consomem muita energia e produzem uma grande quantidade de calor.
Sem um sistema de refrigeração adequado, os servidores podem perder desempenho, desligar ou até sofrer danos.
Por isso, a refrigeração não é apenas uma parte de apoio do data center.
Ela é essencial para manter toda a operação funcionando.
Por que os servidores precisam de tanta refrigeração?
Quanto maior a capacidade de processamento, maior é o calor gerado.
A expansão da inteligência artificial aumentou ainda mais esse desafio. Os servidores utilizados para IA possuem processadores extremamente potentes e podem concentrar muita carga térmica em um espaço pequeno.
O sistema de refrigeração precisa retirar esse calor continuamente e manter os equipamentos dentro das temperaturas seguras de operação.
Uma falha pode provocar:
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redução automática da velocidade dos servidores;
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desligamentos;
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interrupção de serviços;
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danos aos equipamentos;
-
prejuízos elevados.
Em um data center, alguns minutos de parada podem representar uma perda muito maior do que o custo de todo o sistema de refrigeração.
Como os data centers são refrigerados?
Não existe uma única solução.
Cada projeto escolhe a tecnologia de acordo com o tamanho da instalação, o clima, a potência dos servidores e o nível de segurança necessário.
Refrigeração a ar
É o modelo mais tradicional.
O ar frio é direcionado para os servidores. Depois de absorver o calor dos equipamentos, ele retorna ao sistema para ser resfriado novamente.
Essa estrutura pode utilizar:
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chillers;
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sistemas de água gelada;
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equipamentos de expansão direta;
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unidades de climatização de precisão;
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condensadores;
-
bombas;
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ventiladores.
Esse modelo continua sendo muito utilizado.
Resfriamento líquido
Nos equipamentos de alta potência, especialmente os voltados para inteligência artificial, o ar pode não ser suficiente.
Por isso, alguns data centers estão levando um líquido diretamente até os processadores.
Placas metálicas instaladas sobre os chips retiram o calor dos componentes. O líquido aquecido segue para trocadores e sistemas de rejeição térmica.
Esse processo é chamado de resfriamento direto no chip.
O líquido usado no servidor é gás refrigerante?
Na maioria desses sistemas, não.
O líquido que circula diretamente nos servidores costuma ser água tratada, mistura de água com glicol ou outro fluido térmico indicado pelo fabricante.
Ele serve para transportar o calor.
O gás refrigerante entra quando existe um sistema frigorífico com compressor, condensador, dispositivo de expansão e evaporador.
Essa diferença é importante:
Nem todo líquido de resfriamento é um fluido refrigerante.
Onde entram os gases refrigerantes?
Mesmo quando o data center utiliza resfriamento líquido, os gases refrigerantes podem continuar presentes em várias partes da instalação.
Eles podem ser utilizados em:
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chillers;
-
sistemas de expansão direta;
-
unidades de climatização de precisão;
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equipamentos auxiliares;
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salas elétricas;
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salas de baterias;
-
sistemas de emergência;
-
áreas ainda refrigeradas a ar;
-
equipamentos de redundância.
Portanto, a refrigeração líquida não significa automaticamente o fim dos chillers ou dos fluidos refrigerantes.
Na maioria dos projetos modernos, as tecnologias trabalham juntas.
Por que alguns sistemas utilizam água mais quente?
Novos projetos podem circular líquido em temperaturas muito superiores às utilizadas em sistemas tradicionais de água gelada.
Isso parece estranho, mas existe uma explicação simples.
O processador trabalha em uma temperatura muito mais alta. O líquido não precisa estar gelado; ele precisa apenas estar frio o suficiente para retirar o calor do componente.
Quanto mais quente estiver o líquido, mais fácil pode ser transferir esse calor para o ambiente externo.
Em determinadas condições, o sistema pode utilizar um dry cooler e reduzir a necessidade de ligar o chiller.
Isso ajuda a diminuir:
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consumo de energia;
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uso de compressores;
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necessidade de água;
-
custo de operação.
Mas esse resultado depende do clima e do projeto.
Em regiões quentes e úmidas, como grande parte do Brasil, o chiller pode continuar sendo necessário durante os períodos mais críticos.
Os chillers vão desaparecer?
Não.
O mais provável é o crescimento dos sistemas híbridos.
Um mesmo data center pode utilizar:
-
líquido diretamente nos processadores;
-
ar-condicionado para outros equipamentos;
-
chillers em períodos de maior temperatura;
-
dry coolers quando o clima permitir;
-
sistemas de emergência e redundância.
O ar-condicionado tradicional deixa de trabalhar sozinho, mas continua fazendo parte da infraestrutura.
O que muda para quem vende gases refrigerantes?
O mercado de data centers exige uma forma diferente de atendimento.
Nesse segmento, preço é importante, mas confiabilidade é ainda mais.
Uma operação crítica precisa de:
-
produto com origem conhecida;
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pureza comprovada;
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certificado de análise;
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rastreabilidade do lote;
-
fornecimento contínuo;
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logística segura;
-
disponibilidade emergencial;
-
suporte técnico;
-
recuperação correta do fluido;
-
atendimento rápido em caso de falha.
Um fluido de má procedência pode comprometer o funcionamento do equipamento, aumentar o consumo de energia e até provocar danos ao sistema.
Em um data center, esse risco é ainda mais sério porque a instalação precisa funcionar sem interrupção.
Quem compra o gás refrigerante?
Nem sempre é o próprio data center.
A compra pode ser realizada por:
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empresas de manutenção;
-
fabricantes de chillers;
-
integradores de sistemas de climatização;
-
construtoras;
-
empresas responsáveis pela infraestrutura do prédio;
-
operadores especializados.
Por isso, para fornecer a esse mercado, é necessário identificar quem instalou e quem mantém o sistema.
Também é importante saber:
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qual tecnologia de refrigeração é utilizada;
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qual fluido refrigerante está instalado;
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qual é a carga total;
-
se existem equipamentos de reserva;
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quem realiza as manutenções;
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qual é o plano de reposição emergencial.
Data centers representam uma nova oportunidade para a refrigeração
O crescimento da inteligência artificial e da computação em nuvem deve aumentar a demanda por sistemas térmicos mais eficientes e confiáveis.
Isso cria oportunidades para:
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chillers;
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fluidos refrigerantes;
-
trocadores de calor;
-
bombas;
-
dry coolers;
-
fluidos térmicos;
-
automação;
-
sensores;
-
manutenção especializada;
-
recuperação e regeneração de fluidos.
A refrigeração não está desaparecendo dos data centers.
Ela está se tornando mais técnica, mais integrada e ainda mais importante.
Para quem trabalha com gases refrigerantes, a principal mudança será sair de uma venda baseada apenas em preço e avançar para um fornecimento baseado em qualidade, rastreabilidade e continuidade.
Em uma operação que não pode parar, saber exatamente qual produto está sendo utilizado faz toda a diferença.